quinta-feira, 2 de julho de 2009

Luiz Gustavo de Assis e Olivia Burjack























EUDÓXIA








“Em Eudóxia, que se estende para cima e para baixo, com vielas tortuosas, escadas, becos. Casebres, conserva-se um tapete no qual se pode contemplar a verdadeira forma da cidade.(...)

A confusão de Eudóxia, os zurros dos mulos, as manchas de negro-de-fumo, os odores de peixe, é tudo o que aparece na perspectiva parcial que se colhe (...)

É fácil perder-se em Eudóxia: mas, quando se olha atentamente para o tapete, reconhece-se o caminho perdido num fio carmesim ou anil ou vermelho amaranto que após um longo giro faz com que se entre num recinto de cor púrpura que é o verdadeiro ponto de chegada.”

(Montagem feita a partir de fotos tirada na Vila Rubim - Vitória)

Helder Samora / Wesley Rossi


As Cidades e os olhos

"Depois de machar por sete dias através das matas, quem vai a Bauci,não percebe que já chegou.As finas andas que se elevam do solo a grande distância uma da outra e que se perdem acima das nuvens sustentam a cidade.Os habitantes raramente são vistos em terra:têm todo o necessário lá em cima e preferem não descer".Nas longas pernas de flamingo a cidade se apóia.

Camila Dayanne Lira e Lais Schiavo

EXERCÍCIO "CIDADES INVISÍVEIS"

Inicialmente a idéia era fazer um paralelo entre a cidade Zenóbia descrita no livro e a Ilha das Caieiras aqui em Vitória, devido a descrição das palafitas. Mas depois de adquirir as fotos achamos melhor reunir e utilizar os conceitos de três outras cidades descritas no livro: VALDRADA, ESMERALDINA E FÍLIDE, pois se encaixavam ao local de maneira mais interessante.

Levantamento de Fotos
















Uma das fotos não fizemos intervenção no SketchUp, mas achamos que ela se encaixou perfeitamente no conceito de uma das cidades:

“[...]o viajante ao chegar depara-se com duas cidades: uma perpendicular sobre o lago e a outra refletida de cabeça para baixo.Nada existe e nada acontece na primeira sem que se repita na segunda, porque a cidade foi construída de tal modo que cada um de seus pontos fosse refletido por seu espelho[...]” - VALDRADA

“As vezes o espelho aumenta o valor das coisas, às vezes anula. Nem tudo o que parece valer acima do espelho resiste à si próprio refletido no espelho. As duas cidades gêmeas não são iguais, porque nada do que acontece é simétrico: para cada face ou gesto, há uma face ou gesto correspondente invertido ponto por ponto no espelho.” – VALDRADA

Tentamos mostrar na imagem tudo que o conceito da cidade descrita no livro nos fez imaginar quando lemos, para isso utilizamos o SketchUp e o Photoshop como recurso para criar as intervenções na imagem.


“Para ir de um lugar a outro, pode-se sempre escolher entre o percurso terrestre e o de barco[...]” - ESMERALDINA

“[...]cidade aquática, uma rede de canais e uma rede de ruas sobrepõe-se e entrecruza-se.[...] a linha mais curta entre dois pontos não é uma reta mas um ziguezague que se ramifica em tortuosas variantes, os caminhos que se abrem para o transeunte não são dois mas muitos, e aumentam ainda mais para quem alterna trajetos de barco e trasbordos em terra firme.” - ESMERALDINA


“[...]tem-se o prazer de observar quantas pontes diferentes entre si atravessam os canais: pontes arqueadas, cobertas, sobre pilares, sobre barcos, suspensas, com os parapeitos perfurados[...]Em todos os pontos, a cidade oferece surpresas para os olhos[...]” – FÍLIDE

“Milhões de olhos erguem-se diante de janelas, pontes, alcaparras e é como se examinassem uma página em branco. Muitas são as cidades que evitam os olhares, exceto quando pegas de surpresa.” - Fílide