quarta-feira, 1 de julho de 2009

Jaqueline Torquatro/Luciana Matheus


OBS.: Não estou conseguindo postar o texto.

Mas nós fizemos sobre a cidade de Trude.
Que o viajante diz que só é possível saber que está em outro lugar pois quando ele chegou viu um letreiro enorme com o nome da cidade.
E o lembra muito uma cidade do interior com suas casas verdinhas e amarelinhas.
Para representar esse trecho da cidade de Trude utilizamos principalmente o sketch up e aproveitamos algumas ferramentas do photoshop para dar acabamento.

Giovani B. Goltara E Gabriel T. Ramos




"o viajante ao chegar depara-se com duas cidades: uma perpendicular sobre o lago e a outra refletida de cabeça para baixo. Nada existe e nada acontece na primeira Valdrada sem que se repita na segunda, porque a cidade foi construída de tal modo que cada um de seus pontos fosse refletido por seu espelho, e a Valdrada na água contém não somente todas as acanaladuras e relevos das fachadas que se elevam sobre o lago mas também o interior das salas com os tetos e os pavimentos, a perspectiva dos corredores, os espelhos dos armários."
"As duas Valdradas vivem uma para a outra, olhando-se continuamente nos olhos, mas não se amam."






VALDRADA



"do teto ao chão
forma uma vontade de ser
refletida
em toda vontade de ser
valdrada

doce flor da língua
que arde
cabe-se de rima
pouca
tanto sentimento porque se vai

dos corpos se amando sem se ver
sem se ter e ser
unicamente só
cidade somente nossa

toda vontade de se amar e estar
unicamente só"

(Gabriel T. Ramos)

Ana Carolina Ferrari / Pedro Malheiros / Victor Bussolotti

As Cidades Contínuas 1 - Leônia


"Nas calçadas, envoltos em límpidos sacos plásticos, os restos da Leônia de ontem aguardam a carroça do lixeiro."
"... a opulência de Leônia se mede pelas coisas que todos os dias são jogadas fora para dar lugar às novas."
"Ninguém se pergutna para onde os lixeiros levam seus carregamentos: para fora da cidade, sem dúvida."
" Acresente-se que, quanto mais Leônia se supera na arte de fabricar novos materiais, mais substancioso torna-se o lixo, resistindo ao tempo, às intempéries, à fermentação e à combustão. E uma fortaleza de rebotalhos indestrutíveis que circunda Leônia, domina-a de todos os lados como uma cadeia de montanhas."
" Quanto mais cresce em altura, maior é a ameaça de desmoronamento: basta que um vasilhame, um pneu velho, um garrafão de vinho se precipitem do lado de Leônia e uma avalanche de sapatos desemparelhados, calendários de anos decorridos e flores secas afunda a cidade no passado que em vão tentava repelir..."
Desenvolvimento do Trabalho
Após escolher a cidade, fotografamos "cadeias de montanhas" vistas da UFES; o lixão da UFES; lixeiros na Praia do Canto; vitrines em Jardim da Penha e a paisagem na Praia de Camburi.
Com as imagens fizemos dois panoramas, sendo um da cadeia de montanhas e o outro da paisagem da Praia de Camburi. Depois dos panoramas prontos, modelamos as vitrines e a montanha no Sketch Up com as respectivas texturas.
Feito isso, realizamos a inserção desses modelos no Photoshop também como a imagem do lixeiro e finalmente preenchemos a cadeia de montanha com as do lixão.