quarta-feira, 1 de julho de 2009

Giovani B. Goltara E Gabriel T. Ramos




"o viajante ao chegar depara-se com duas cidades: uma perpendicular sobre o lago e a outra refletida de cabeça para baixo. Nada existe e nada acontece na primeira Valdrada sem que se repita na segunda, porque a cidade foi construída de tal modo que cada um de seus pontos fosse refletido por seu espelho, e a Valdrada na água contém não somente todas as acanaladuras e relevos das fachadas que se elevam sobre o lago mas também o interior das salas com os tetos e os pavimentos, a perspectiva dos corredores, os espelhos dos armários."
"As duas Valdradas vivem uma para a outra, olhando-se continuamente nos olhos, mas não se amam."






VALDRADA



"do teto ao chão
forma uma vontade de ser
refletida
em toda vontade de ser
valdrada

doce flor da língua
que arde
cabe-se de rima
pouca
tanto sentimento porque se vai

dos corpos se amando sem se ver
sem se ter e ser
unicamente só
cidade somente nossa

toda vontade de se amar e estar
unicamente só"

(Gabriel T. Ramos)

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